Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de 2012

A minha escolha

Em Janeiro de 2009 reflectia sobre o cenário mundial e sentia que o 'cheiro' da guerra estava mais presente; uma vaga de fundo, criava/ desenvolvia as condições para esta situação (http://coisas-do-marco.blogspot.pt/2009/01/cheira-guerra-wwiii.html).

A saída para este contexto de guerra, sentia em Junho de 2011 e ainda sinto, é a revolução da inovação social (http://coisas-do-marco.blogspot.pt/2011/06/revolucao-controlada.html), uma que permita novas formas de organiza a acção dos individuos, comunidades, organizações. Tudo começa por uma evolução da consciência individual.

A Natural Rights Foundation (http://naturalrightsfoundation.org/) traça-nos um cenário de WWIII, ilustrando, na sua perspectiva, a vaga de fundo que vem definindo o contexto para esta guerra. Apena a evolução da consciência individual de cada um de nós e a resistência pacífica, ou desobediência civil das sociedades podem ser os antídotos (http://youtu.be/HP7L8bw5QF4). Vale a pena reflectir sobre o que esta…

Fim de semana de 15.Set.2012

Neste fim de semana 2 eventos aconteceram em Portugal com bastante significado:
- Portugueses sairam a rua (e.g. http://youtu.be/M7MQVYLip18)
- Portugueses juntaram-se para reflectir (http://www.presentenofuturo.pt/)

Estes eventos são processos que se iniciaram há algum tempo...

A saída a rua iniciou-se em 12 de Março de 2011 (Protesto de 12.Março). Foi uma saída auto-organizada, não profissional, mas que foi o ponto de partida, o perceber que pode acontecer. Por si, já tinha como antecedente a manifestação dos professores, convocada por telemóvel. A partir daqui vários ensaios foram realizados, várias reuniões de movimentos juvenis (grassroots), uma coordenação se iniciou, tendo havido vários eventos como em Maio último a Primavera Global, o encontro dos manifestos São Jorge (Lisboa) - encontro dos manifestos, r-evolucionar portugal (http://www.r-evolucionar.eu/. Estes movimentos estão ligados a movimentos internacionais como o movimento occupy (http://occupywallst.org/) e uma manei…

Presente no Presente

Faço o meu balanço desta conferência, Presente no Futuro.

O que gostei ?
- Temas/ conteúdos, quer em relevância, quer em fundamentação, quer em diversidade, quer em importância (presente e futuro): concelho científico esteve muito bem
- Organização, desde a equipa, pormenores, dedicação, logistica, atenção aos participantes, rigor, horários, ... senti muito amor, muita dedicação; equipa de organização esteve muito bem
- palestras de abertura nos dois dias foram muito boas
- a intenção/ o desenho:
a) passar a discutir/ debater fundamentado nos dados em vez 'de acho que'
b) criar rede/ networking entre todos os presentes
c) múltiplos pontos de vista: ciências, profissões, sectores da sociedade, arte, comunicação, ...
d) procurar debates diferentes, que pudessem ser criativos (formato das sessões, coffee-breaks, almoço)
e) plantar sementes
- palestra do fernando henriques cardoso (desafios do mundo)
- celebrar/ celebração

O que não gostei ?
- O que foi bom, foi tão bom que deixou…

Presente no Passado

Hoje participei no Presente no Futuro (http://www.presentenofuturo.pt/). Vim para casa frustado, angustiado, com um sentimento de impotência. A pergunta que mais me ocorria é porque é tão difícil utilizar o melhor conhecimento do presente sobre 'organizar a acção', neste caso a acção de debate, de perspectivar uma sociedade, a portuguesa em 2030 ?

Sobre a intenção ?
Tirar as pessoas do presente, coloca-las a sonhar um futuro, vários cenários com que pudessemos reflectir. E depois fazer o caminho contrário. Como posso construir esse futuro a partir do presente ? Quais as decisões ?
Tentou-se que o formato fosse diferente, mais informal. Que houvesse encontros inesperados, que pudessem fazer a diferença.

Gosto da intenção. Partilho a ambição. Não é daqui que vem a frustação.

Sobre a conversa ?
Debate ('downloading', segundo a teoria do presencing, www.presencing.com). Pouco ou nenhum diálogo. O que vi em todos os painéis e no almoço foi variações de "do meu argumento…

Correndo a democracia...

Um grande atleta, por exemplo na maratona, quando nasceu não sabia andar. Teve primeiro que nascer, ganhar sentidos para 'sentir' o mundo, ganhar força muscular, desenvolver o cérebro para articular/ orquestrar e treiná-lo nessas funções, até começar a arriscar, a levantar-se do chão e dar os primeiros passos. Muitas acções foram realizadas, muitas tentativas, muitos erros, até que uma criança inicie a marcha. Dai até corre são mais uns tantos... depois crescer, desenvolver-se, ... algures no caminho começar a treinar a corrida, aprender a técnica, competir, treinar, exercitar todos os dias, até ser capaz de fazer a maratona e ganhar a medalha de ouro nos campeonato do Mundo ou nos Jogos Olímpicos. Pelo meio houve a família, as sucessivas escolas, um ou mais clubes, e muitas corridas, provas, treinos, ... muita prática. Muita oportunidade de falhar, de ver como é fazer bem.

Mas o que é que a maratona tem a haver com a democracia ? Formulando de outra forma, o que correr a mar…

Sobre 'fado'

Contexto: Numa conversa no facebook*, sobre fatalismo, senti-me impelido a escrever sobre fado. Aqui vai.

Gosto de fado, da música. Quanto ao fado, destino, já sabem que sou dos que acho que cada um pode co-criar o seu...
Na procura de uma razão, ocorre-me gosto da voz do Marceneiro, do que a voz da Amália faz-me sentir, do que sinto quando oiç
o a Mariza, Camané, isto só para citar duas gerações diferentes e vários estilos... gosto do som da guitarra portuguesa... gosto das variações de Lisboa, de Coimbra, de Setúbal, ... gosto de ser uma experiência de vários sentidos, dos 6 (espiritual conta ;-)

Mas tb e sobretudo da história.

A minha tese é que o fado são as mães que choram os seus filhos e maridos além mar.

Não podemos ter feito a primeira globalização sem termos inventado a saudade; somos muito poucos e só podemos sentir a falta de quem amamos; 500 anos disto é duro; e as viagens não eram 24h ;-)

Somos um povo forjado na espada e que em todos os séculos (diria em cada meio sécu…

Roda de Saberes para a colaboração

pessoa, comunidade, organização

Nos últimos meses tenho recebido muita informação nova, conhecido muitas pessoas, muitos conceitos novos, muita energia...

Tenho cada vez mais claro que o conceito determinante dos nosso dias é "acção" e a sua organização (organiza "acção"). A "acção" é a interacção com o que nos rodeia, o que está para além da nossa fronteira (sensasorial) - esta dimensão interior e exterior é constituinte e tem que ser objecto de análise. Agimos ao 'olhar', 'cheirar', 'correr', 'pensar', ...

Cognição é "acção". Conhecer é "acção". Enacting pessoa e seu ambiente. A nossa "acção" é o resultado das múltiplas "acções" nas nossas partes, células, átomos, electrão, ... é o "movimento da vida, o "fluxo de energia", ...

A "acção" humana é organizada em dois domínios fundamentais: na comunidade onde residimos e temos uma ocupação (e.g. trabalho, voluntariado, escola) - comunidade re…

déjà vu

Nas últimas duas semanas tenho tido um sentimento de déjà vu.

No yoga do riso - basicamente trabalhar um conjunto de músculos e mecanismos cerebrais utilizando o riso - é  usada uma técnica: rir sem vontade, para induzir um riso com vontade, genuíno. Rimos sem vontade e ao fim de um certo tempo, depois de nos 'libertarmos' já estamos a rir genuinamente, com o 'todo eu'.

Durante a década de noventa era TQM (total quality management) por todo o lado e ISO para todo o lado. A maneira de fazer as coisas com qualidade era introduzir uns papeis e um gabinete de controlo da qualidade e umas auditorias que certificavam papel (e não a qualidade da coisa produzida ou realizada). O processo de certificação e a certificação propriamente dita não eram um meio, eram um fim. A malta fazia isto não porque queria mudar o modelo mental de como se servia, em focar a nossa atenção no cliente e no que ele quer, mas sim como uma maneira de o 'enganar', de dizer que temos uma coisa …

Manifesto empreendedor

Empreendedorismo é viver, é abraçar a vida com a vida que 'recebemos'. É aprender a andar, a falar, a amar, ... é viver a vida, vivendo (presente) com a incerteza da vida: qual o momento (futuro) em que acaba a vida ? É esta incerteza, a incerteza fundadora da vida e do acto de empreender. Quando a incorporamos no presente, vivemos, tiramos de cada momento todo o colorido da vida. Aprendemos. Motivamo-nos. Superamo-nos. Somos UM e TODOS.

Assim, empreendedorismo é um método, uma forma de lidar com a incerteza, de construir o futuro.

Empreendedor é a pessoa que aceita construir o seu futuro, que não delega esta construção em ninguém. Como diz o João Sem Medo, quando escolhe o "caminho da infelicidade", nas "Aventuras do João Sem Medo" do José Gomes Ferreira, "Mas juro que não hei-de ser infeliz PORQUE NÃO QUERO."

O principal trabalho que temos pela frente é ajudar cada pessoa a lidar consigo e com as concepções do mundo - modelos mentais. É um desa…

Da natureza do sistema democrático

Importa saber do nosso sistema democrático que ele esta desenhado para se preservar, para se defender, para evitar alterações que mudem a sua natureza.

Este comportamento é assim por desenho, i.e., foi intenção de quem o desenhou. E sublinho que foi rectificado democraticamente, i.e., com o voto de todos.

Daqui resulta que o sistema faz o que é suposto fazer: preservar-se.

A motivação é fácil de entender. O sistema foi desenhado com a queda de um sistema totalitário que nos privava de liberdade, que nos moldava o pensamento e as formas de pensar. Nenhum de nós quer que seja possível voltar a ter sistemas destes, e todos nós concordamos em desenhar um sistema que não deixasse o totalitarismo ganhar de novo força.

A ironia é que por desenho, acabamos por ter um totalitarismo. Precisamos mudar este sistema para novas respostas para fazer evoluir e o sistema protege-se.

Não é uma propriedade do nosso sistema. É uma propriedade de qualquer sistema de poder. Preservar-se. Logo todos os sistema…

Uma vida equilibrada (princípio do 1/3)

Nos últimos anos tenho procurado viver a minha vida de forma equilibrada, desenhando o meu estilo de vida, com opções claras na alimentação, exercício e mobilização fisica, rotinas e hábitos de bem estar, gestão do tempo e crescimento interior e espiritual (de sentido).

Deixei de fumar em 2005 (fumei durante 19 anos), emagreci 30 Kg em 2006 (cheguei a pesar 95 Kg), inclui na minha rotina o exercício fisico (até por questões de saúde uma vez que me foi diagnosticado uma situação na coluna que me impede de ter uma vida sedentária do ponto de vista físico - há males que vem por bem) e tenho feito várias viagens ao meu interior, desenvolvimento o conhecimento de mim, nomeadamente aprendendo a lidar com a ira, com a frustação, por exemplo, tirando proveito das minhas características pessoais, que me definem e aprendendo sobre a minha personalidade. Reservo cerca de 6 horas semanais para leitura.

Nesta caminhada, um princípio tem pautado o desenho do estilo de vida - designo como princípio…

Flores da minha vida

Usando a metáfora de uma planta com várias flores para caracterizar a minha vida, segue uma das flores que caracteriza o meu presente:

Collaboration University

Ontem, 3.Fev, assisti no ISEG (obrigado Paulo Soeiro de Carvalho) a uma fantástica palestra de Jose Luis Cordeiro da Singularity University (uma Universidade situada em Silicon Valey e powered by NASA e GOOGLE).
Fizemos uma viagem pela ciência e tecnologia do presente, de olhos postos no futuro: Nano-Tecnologia, Bio-Tecnologia, Info-tecnologia, Cogno-tecnologia. Segundo o orador entre 5 a 50 anos teremos muitas e importantes mudanças tecnologicas das quais sublinhamos: - fim do envelhecimento humano e imortalidade - fim da medicina curativa (eliminação de todas as doenças) e início da medicina proactiva - fim da era humana e início da era do híbrido homem-máquina (homem + robot) ou melhoramento das características humanas através da tecnologia - nascimento da comunicação telepática - clonagem e selecção dos filhos - fim da privacidade biologica e social
Independentemente da validade das previsões, foi interessante ter um status do que estamos a fazer ao presente em cada um destes campos e a …