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Bombaim: alguma reflexão...

No Expresso deste fim de semana, 6.Dez, três reflexões exploram algumas fragilidades das nossas sociedades.

Clara Ferreira Alves relembra os atentados de Cabul (14.Jan.2008 - Serena Hotel) e Islamabade (Marriott Hotel) para sublinhar que Bombaim é o resultados destas duas experiências e um aprofundar dos atentados de Nova Iorque, Londres e Madrid. Conclui "O Ocidente vigia e pune. Não muda de estratégia. Não aprende. Algures, os terroristas vão experimentando e medindo a nossa resposta. E conseguem sempre surpreender-nos. A guerra continua."

Miguel Monjardino analisa os atentados, sublinha os seus objectivos e conclui "Bombaim revela assim um grande paradoxo para a NATO. Sem Paquistão não haverá estabilidade no Afeganistão. Sem o Paquistão, a NATO falhará completamente no Afeganistão. O problema é que a NATO não tem uma política para o Paquistão."

Henrique Raposo sublinha as motivações dos atentados e a incapacidade das sociedades democraticas em dar uma resposta. Conclui "Matar terroristas não é uma estratégia. É uma táctica. O Ocidente precisa de uma estratégia menos obcecada com a erradicação do Mal, e mais vocacionada para a interligação entre as democracias atlânticas e as democracias orientais".

Há um fio condutor entre estas três reflexões: estamos em guerra e não estamos a adoptar uma resposta adequada, quer na guerra, quer na política. De alguma forma não estamos a aprender nos diferentes planos. O conhecimento não está a fluir!

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