domingo, 16 de setembro de 2012

Reflexão sobre a Islândia...

Uma excelente reflexão sobre a Islândia: http://youtu.be/JGwMIlpgR2A.

Este processo tem tido eco em Portugal. Em Abril de 2011 a minha reflexão chegava uma perplexidade: Caso Islândia. Teremos a coragem ?

Fim de semana de 15.Set.2012

Neste fim de semana 2 eventos aconteceram em Portugal com bastante significado:
- Portugueses sairam a rua (e.g. http://youtu.be/M7MQVYLip18)
- Portugueses juntaram-se para reflectir (http://www.presentenofuturo.pt/)

Estes eventos são processos que se iniciaram há algum tempo...

A saída a rua iniciou-se em 12 de Março de 2011 (Protesto de 12.Março). Foi uma saída auto-organizada, não profissional, mas que foi o ponto de partida, o perceber que pode acontecer. Por si, já tinha como antecedente a manifestação dos professores, convocada por telemóvel. A partir daqui vários ensaios foram realizados, várias reuniões de movimentos juvenis (grassroots), uma coordenação se iniciou, tendo havido vários eventos como em Maio último a Primavera Global, o encontro dos manifestos São Jorge (Lisboa) - encontro dos manifestos, r-evolucionar portugal (http://www.r-evolucionar.eu/. Estes movimentos estão ligados a movimentos internacionais como o movimento occupy (http://occupywallst.org/) e uma maneira completamente diferentes de fazer as coisas: pacífica, cívica, assente no diálogo, criativa, humanista. Mostra uma capacidade de mobilização grande e um nível de coordenação já muito bom. Mostra também que a indignação geral começa a acontecer, sendo vista de acordo com o enquadramento que cada pessoa tem (um esboço de uma análise pode ser encontrada em Gerações em décadas). Nesse sentido há aqui duas grandes tendências:
- aqueles que estão na casa dos 20's e dos 30's que dão corpo ao processo anterior e as suas motivações são de fundo: não acreditam neste sistema
- os que estão nos 40's, 50's, 60's (e 70's) que estão a reagir ao tempo presente e ao governo: estão a assumir que o sistema pode ser melhor

Se assumirmos que cerca de 1 milhão esteve na rua ontem, sabendo que por cada pessoa que vem a rua 7 ficam em casa mas descontentes, podemos assumir que mais de 5 milhões (7 milhões ?) estão insatisfeitos. Há insatisfação e indignação. Junta-se as duas tendências mas as suas motivações são diferentes.

Os outro evento foi o Presente no Futuro que analiso em Presente no Presente e Presente no Passado. Foi um bom evento, com muita informação, debate e reflexão. Um lançar de um processo de reflexão para o futuro, um processo que começou em 2008 com a criação da Fundação MSS e querer assentar a opinião em dados. Foram colocados dados on-line, editados livros de reflexão e debate, organizado este evento. Um grande exercício de cidadania e da vitalidade da sociedade civil.

Conseguimos reflectir sobre o passado e os dados (acho que falta aqui uma visão histórica bem fundamentada que nos mostre como as 7 gerações anteriores, desde 1800, construíram este presente), temos muita dificuldade em nos distanciar do presente e das dores presentes, uma dificuldade enorme em ver o todo e a pensar a partir do sistema-todo e uma grande dificuldade em imaginar o futuro, em sonhar futuros. Não estamos a conseguir desenhar a partir do futuro que emerge!

Penso que este estado tem várias motivações das quais destaco:
- o momento actual acentua o lado negativo, havendo muita dificuldade em ver o que há de positivo e o que já conseguimos
- continuamos presos a um modelo de pensamento ultrapassado que acha que uma sociedade se constrói pelas elites em que o povo, apático, delega nas elites a condução dos seus destinos
- não temos presente a nossa história dos últimos 150 anos e não percebemos como esse passado nos condiciona no presente
- não temos a visão do sistema todo em que estamos envolvidos e não conseguimos pensar a partir dai (Mundo-Europa-Portugal--)
- não há conhecimento generalizados dos métodos que promovem a colaboração entre nós e nos ajudam a focar no futuro que queremos
- Não conheçemos as mudanças e os casos que já estão a ocorrer em todo o mundo (a revolução silenciosa), desde o movimento transição, natural step, Islândia (pessoa, comunidade, organizaçãoCaso Islândia. Teremos a coragem ?)

Juntando os dois.
Temos um país indigado, que quer mudança. Gosto da vontade, do exercício da liberdade e da cidadania. Da democracia.
Temos um povo (elites incluídas) bloqueado, que não está a conseguir pensar e sonhar o futuro, porque se encontra preso a um modelo já ultrapassado. Preocupa-me não estarmos a conseguir sonhar futuro. De estarmos presos no presente. Preocupa-me a evolução, o dia seguinte, como faço a reflexão em Revolução controlada. A 'revolução verde' alerta-nos para o dia seguinte.
A solução é mudar de paradigma. Co-criação. Mas não há uma consciência colectiva. A questão fundamental desde fim de semana é como podemos aproveitar toda esta energia e vontade para a co-construção de um novo futuro ?


Na semana passada escrevia no facebook que as nossas prioridades são:
- não haver fome para nenhum pessoa no país (gosto da ideia de ilegalizar a pobreza)
- todas as crianças na escola
- garantir que a justiça funciona e que se responsabiliza quem prejudica o bem comum
- pagar a dívida de forma sustentável para o país
- nova organiza-acção das comunidades e sociedade (incluído o sistema de decisão)


I.e., um programa que tenha como objectivo último, fazer com que cada um de nós possa acreditar no outro, como condição para construir uma sociedade de pessoas felizes, porque em realização das suas vidas e potenciais.



Poderíamos estar todos juntos em torno destas 5 prioridades/ objectivos sistémicos e de um programa que acredite em cada um de nós ?


Presente no Presente

Faço o meu balanço desta conferência, Presente no Futuro.

O que gostei ?
- Temas/ conteúdos, quer em relevância, quer em fundamentação, quer em diversidade, quer em importância (presente e futuro): concelho científico esteve muito bem
- Organização, desde a equipa, pormenores, dedicação, logistica, atenção aos participantes, rigor, horários, ... senti muito amor, muita dedicação; equipa de organização esteve muito bem
- palestras de abertura nos dois dias foram muito boas
- a intenção/ o desenho:
a) passar a discutir/ debater fundamentado nos dados em vez 'de acho que'
b) criar rede/ networking entre todos os presentes
c) múltiplos pontos de vista: ciências, profissões, sectores da sociedade, arte, comunicação, ...
d) procurar debates diferentes, que pudessem ser criativos (formato das sessões, coffee-breaks, almoço)
e) plantar sementes
- palestra do fernando henriques cardoso (desafios do mundo)
- celebrar/ celebração

O que não gostei ?
- O que foi bom, foi tão bom que deixou o sentimento de frustação que dei conta em Presente no Passado
- Falhou o imaginar 2030; pelo método seguido as pessoas não conseguiram passar do passado e presente para imaginar o futuro
- Faltou ligar melhor as pessoas, faltou momentos criativos (música, arte, ...), faltou dados da nossa história (o nosso presente está a ser influência pelas 7 gerações anteriores, ou seja, desde os que nasceram entre 1800-1830 para a frente)

Dos 5 dedos que podiamos ter atingidos ficamos entre o 1 e os 2 dedos. Podiamos ter ido mais longe. Ficamos no presente e usamos métodos do passado. Faltou co-criação. Faltou conduzir as pessoas pelo U - ficamos só no primeiro estágio (www.presencing.com).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Presente no Passado

Hoje participei no Presente no Futuro (http://www.presentenofuturo.pt/). Vim para casa frustado, angustiado, com um sentimento de impotência. A pergunta que mais me ocorria é porque é tão difícil utilizar o melhor conhecimento do presente sobre 'organizar a acção', neste caso a acção de debate, de perspectivar uma sociedade, a portuguesa em 2030 ?

Sobre a intenção ?
Tirar as pessoas do presente, coloca-las a sonhar um futuro, vários cenários com que pudessemos reflectir. E depois fazer o caminho contrário. Como posso construir esse futuro a partir do presente ? Quais as decisões ?
Tentou-se que o formato fosse diferente, mais informal. Que houvesse encontros inesperados, que pudessem fazer a diferença.

Gosto da intenção. Partilho a ambição. Não é daqui que vem a frustação.

Sobre a conversa ?
Debate ('downloading', segundo a teoria do presencing, www.presencing.com). Pouco ou nenhum diálogo. O que vi em todos os painéis e no almoço foi variações de "do meu argumento é melhor que o teu"; muito pouco ouvir; muito pouco co-criar. Fala-se do passado, critica-se o presente na lógica do "acho que". Muiot focado numa parte. Sem visão do todo. Sem discutir a parte mas com o contexto do todo - discuto a perna do elefante sabendo que é um elefante e não apenas como algo duro e grosso a minha frente. Muitos poucas ideias e nenhum cenário de Portugal em 2030. Não se sonhou. Não conseguimos, enquanto colectivo descer no U (presencing).

Mas não foi a conversa, em forma de debate, que criou a frustação. Então o que foi ?

Sobre a conferência ?
Vi, falei e ouvi pessoas boas, com vidas integras, com trabalho feito com ideias, com energia. Quer participantes, quer oradores. Vi inteligência em todo o lado, uma energia canalizada para dizer mal, outra para tentar gerar ideias, outra para tentar vencer o debate, ... mas energia.

Senti-me muito bem acolhido. Todos os pormenores foram bem cuidados. A organização era boa. Atenciosa. O ambiente era acolhedor. Os momentos pensados para o contacto. Para ser descontraído, para estar quase no café (mas não estávamos; o formato era de downloading! - ver sobre a conversa). Gostei da organização.

Ou seja, boa organização. Boas pessoas. Energia. Também não foi aqui que foi gerada a frustação. Onde foi então ?

Occorre-me uma imagem...

Imaginem um terreno, lavrado, aberto, largo, onde não se vê o fim. Algures uma construção de arquitectura moderna, talvez uma adega. Uma pala sai de uma parede branca. Tem a altura de uma pessoa e talvez 3 metros de comprimento. Por debaixo da pala, uma árvore, faz força sobre a pala. Esta atrofiada, não se desenvolveu. Está contorcida, obrigada a descer. Forçada a não deixar a sua natureza desenvolver. São poucos os seus frutos mesmo sendo época de frutos. Os poucos são pequenos e nada convidativos. Era como se o potencial da árvore tivesse ficado pelos 2 dedos, quando poderia ter feito 5 dedos como os nativos da sua espécie.

Olhando para esta paisagem, um observador questiona-se, o que faz aquela árvore debaixo daquela pala ? A semente lançada um pouco mais distante, teria dado uma árvore forte e robusta, com frutos viçosos. Seria esteticamente relaxante. Belo.

Terá sido fruto do acaso ? Terá a semente sido transportada pelo vento e germinado naquele local ? Se sim, compreende-se o resultado, afinal não houve a intenção de... o acaso da natureza, o seu método, assim o determinou. Naquele momento não havia o conhecimento da pala e dos constragimentos.

Terá sido com intenção ? Se sim, foi com a consciência da pala e da restrição que esta seria para uma árvore desta natureza, que se desenvolve muito para lá da pala ? Ou foi sem consciência, como seria o resultado de quem plantou não ter o conhecimento que esta árvore se desenvolvia desta forma ?

Poderia acontecer o belo, caso a semente caisse fora da pala ? Poderá de facto a pala ter criado o ecosistema favorável ao desenvolvimento da árvore, facto que não aconteceria se a semente estivesse fora da pala ?

Não conseguimos responder. Mas o narrador sabe - talvez pelo assobio do pássaro próximo - que a árvore foi plantada por uma criança que queria proteger a árvore. Que a amou e cuidou. Que a fez crescer. E todos sabemos que não se recusa nada a uma criança, muito menos quando ela esta disposta a amar.

Voltando a nossa conferência, vejo a conferência como a árvore que se desenvolveu debaixo da pala, organizada por uma criança cheia de amor mas que não usou todo o conhecimento que tinha ao seu alcance para proteger a árvore no futuro, não a protegendo no presente.

Na sala havia muito potencial, muito conhecimento. As condições, a intenção apontavam para um potencial de 5 dedos. Mas ficamos em 2 dedos. O que foi então a nossa pala ?

O métodos utilizados para facilitar não foram os melhores métodos, não foram os métodos mais adequados a natureza da conferência. Não foram os melhores métodos que já fomos capazes de produzir (saber humano). Tudo veio de cima. Nós recebemos. Fomos passivos. Não conseguimos realizar o potencial latente da conferência. Estava tudo lá. Não esta a a tecnologia para potenciar a inteligência colectiva. O que poderiamos ter usado ? World café (http://www.theworldcafe.com/), Open Space ( http://www.openspaceworld.org/), Future Search (http://www.futuresearch.net/), appreciative inquiry (http://centerforappreciativeinquiry.net/), dialogue (http://ncdd.org/), presencing (www.presencing.com), whole-scale change (http://www.wholescalechange.com/), scenario thinking (http://scenariothinking.org/) ... combinação de vários, só para citar alguns exemplos; tudo métodos desenvolvidos para co-criar, para crescermos em conjunto. Métodos que não assume que há uns que sabem mais e tem a verdade; antes que há uns que sabem de um ponto de vista e outros que podem complementar, que podem gerar novas ideias/ perspectivas sobre esse ponto de vista. Métodos para potenciar o saber de uma população interessada. Vem de baixo e do meio. Somos activos. Potenciamos todas as nossas capacidades. Criamos uma inteligência colectiva.

A minha frustação resulta de ter visto todo o potencial, todo o amor, empenho e dedicação colocado na organização, ver a árvore da consciência colectiva estar a ficar contorcida, disforme, só concretizando os 2 dedos do seu potencial porque não estavamos a usar a tecnologia adequada para facilitar a emergência de toda essa energia e criatividade. Há muita inteligência na organização e nas pessoas a volta. Porque não se chegaram aos métodos referidos ou porque se decidiu não os isar ? E não tentamos. É daqui que se gera a frustação.

Não posso prometer que se tirássemos a pala haveria as condições para a árvores da consciência colectiva desenvolver no seu potencial. Talvez não. Mas o sonho de tal beleza inspira-nos para tentarmos. Há resultados, mas toda aquela energia e esforço mereciam mais e sabemos que podiam ambicionar mais. Não arriscamos. Ganhámos pouco. Muito pouco.

Não posso deixar de ver este evento como uma metáfora do Portugal contemporâneo. Estamos todos muito emprenhados e a gastar muita energia para termos 2 dedos. Não estamos a conseguir perceber que, se mudarmos a forma como nos organizamos, se utilizarmos as tecnologias adequadas, neste caso de colaboração, de facilitação, conseguimos ambicionar os 5 dedos, com menos esforço e mais satisfação. Não sabemos que é possível. Estamos agarrados a perna do elefante e pensamos que se trata de um pilar. Não percebemos que é um elefante.

É daqui que resulta a minha frustação.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Correndo a democracia...

Um grande atleta, por exemplo na maratona, quando nasceu não sabia andar. Teve primeiro que nascer, ganhar sentidos para 'sentir' o mundo, ganhar força muscular, desenvolver o cérebro para articular/ orquestrar e treiná-lo nessas funções, até começar a arriscar, a levantar-se do chão e dar os primeiros passos. Muitas acções foram realizadas, muitas tentativas, muitos erros, até que uma criança inicie a marcha. Dai até corre são mais uns tantos... depois crescer, desenvolver-se, ... algures no caminho começar a treinar a corrida, aprender a técnica, competir, treinar, exercitar todos os dias, até ser capaz de fazer a maratona e ganhar a medalha de ouro nos campeonato do Mundo ou nos Jogos Olímpicos. Pelo meio houve a família, as sucessivas escolas, um ou mais clubes, e muitas corridas, provas, treinos, ... muita prática. Muita oportunidade de falhar, de ver como é fazer bem.

Mas o que é que a maratona tem a haver com a democracia ? Formulando de outra forma, o que correr a maratona e o processo para lá chegar me mostra sobre a democracia ?

O ponto fundamental é que, até chegarmos a adultos e começarmos a votar, a democracia não é exercitada em lugar nenhum. Talvez nas associações... quantas se gerem democraticamente ? As assembleias de condóminos, os sindicatos, os partidos, as empresas, ... tudo em adulto. Assumindo que nestes sítios se pratica a democracia, a coisa só se exerce em adulto, o treino começa quando a competência já é necessária. Seria correr a maratona pela primeira vez no campeonato do Mundo, depois de ter visto umas quantas vezes na TV.

Sobre a questão de ser democrática a gestão de uma empresa, associação, partido e afins, a minha ideia é que não é. Tb sou da opinião que o nosso sistema é uma ditadura de 4 em 4 anos. Nós não participamos na decisão nem na organização da acção colectiva. Nem na escolha das prioridades. Tudo isto é feito por terceiros em processos mediados e intermediados.

Para se ter uma democracia tudo isto tem que começar desde muito cedo e muito abaixo. Nas famílias, mas comunidades locais, em cada empresa, em cada bairro. Temos que deixar de ser hierarquias e passar a colaborar, a fazer uso da inteligência colectiva, a ter métodos e tecnologias de organização que promovam a colaboração, a decisão e a acção responsável. Em cada sítio se treina. Em cada 'sítio' se analisa "o que sinto", "porque estou zangado com o outro", "como podemos ter os dois o que queremos", ... é este exercício, feito diariamente, desde o berço, que nos leva a poder ter um sistema democrático global, a um nível de uma sociedade, que funcione, onde cada um acredita no outro. A nossa democracia funciona tão bem como o atleta que vai correr a maratona pela primeira vez. E que face à falha diz que a culpa é do outro e do sistema. Tenho que saber lidar comigo e com as minhas insuficiências e grandezas. Tenho que saber lidar com o outro, que é humano como eu. E isto treina-se desde a mais tenra idade.

Para correr a democracia temos que começar a andar. Este é o défice democrático da nossa sociedade. As nossas formas de organização não são democráticas porque nós não sabemos correr a maratona (digo a democracia), porque delegamos noutros, pedimos que façam por nós e depois não gostamos do que eles fazem. Cada um de nós tem que saber correr a democracia. Poucos vão ganhar a medalha de ouro nos campeonatos do Mundo, mas a nossa sociedade irá funcionar muito melhor.

Impõem-se que mudemos a forma de nos organizar, como indivíduos, comunidades e organizações e que possamos todos começar a correr a democracia todos os dias no nosso dia a dia, na construção da nossa comunidade, das nossas organizações, das nossas famílias. Só assim vamos construir uma sociedade diferente.

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