quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A única certeza!

Tenho uma certeza neste caminho, no sentido de Nós, os comuns (We, the commons): a de que não podemos ter uma certeza. Partindo da ideia que 'não temos conhecimento para fazer face a situação actual e que em conjunto vamos conseguir desenhar e encontrar as respostas' ("Eu sei como resolver isto!"), fica uma certeza: a de que não podemos achar que temos a certeza, i.e.
a) que uma pessoa, um conjunto pequeno de pessoas conseguem mudar o todo (e.g. regime ditatorial)
b) que um modelo de organização é adoptado como bom e universal para todos (e.g. comunismo, capitalismo)
c) que uma tecnologia será a solução (e.g. nuclear, biotecnologia)

Humildes. Observar, formular hipóteses. Construir protótipos. Experimentar. Aprender. Iterar. Partilhar a experiência. O que funciona num espaço/tempo poderá não funcionar noutro espaço/tempo. O espaço do conhecimento.

Racionais. Temos que ter heuristicas, sobre a forma de normas sociais, que garantem que uma pessoa não terá forma de exercer poder sobre outra pessoa. Sabemos hoje que qualquer um de nós o fará, com o contexto certo. O espaço da relação ou inter-relação (da confiança, do cuidado, da compaixão, do amor).

Observando o 'movimento de open source' e do 'crowdsourcing' vemos estas características (novas relações, mediadas por tecnologia).
Observando o 'movimento europeu' vemos estas características.
Observando a 'felicidade' no Butão...
A cidadania da Terra na Bolívia...
A liberdade de informação na Islândia...

É tempo de empreender novos conceitos. Temos muito trabalho para fazer, desde a alimentação, saúde, educação, sistema financeiro, ... (ver Transformando o G (de EGO para ECO) a partir do Otto Scharmer) i.e. a acção de empreender no Mundo.

Interessante o caso Europeu. Jean Monet, o empreendedor do projecto europeu, tem uma inquietação "como evitar que a Europa entre de novo em guerra ?" No espaço de pouco mais do que uma geração tinhamos tido 2 devastadoras. O mudar a 'propriedade' do carvão e do aço, as materias primas da guerra, para os 'comuns' (estou a puxar a brasa a minha sardinha ;-) consegue que a Europa esteja em paz. As motivações para este projecto são as certas (paz e vida digna para os humanos), o processo o certo, de baixo para cima, em que cada nó participa na construção do que é 'comum'. O modelo de decisão e governação é democratico. Sabemos que o processo pode ser aprofundado, mas comparemos as Nações Unidas com a União Europeia neste tema da governação e da tomada de decisão. Percebemos que na Europa temos um excelente protótipo para uma nova governação Mundial. O conceito social (logo, também económico) que se começou a alterar foi a 'propriedade' que passou a ser mais 'comum', neste caso do carvão e do aço (

Também na Europa e na sua construção temos visto o que acontece quando respeitamos que a 'unica certeza é não haver certeza' e quando não respeitamos:
- veja-se a gestão de fronteiras, a moeda única: uns paises aderiram num momento, outros noutro e outros continuam fora; aqui foi respeitado; cada um experimentou; a regra que foi igual para todos, foi cada um poder escolher como iria fazer; aumentamos a resiliência do sistema
- veja-se a política agricola e das pesas comum: aqui foi abater (e.g. olival), destruir (e.g. frota de pesca); desturimos a resiliência dos sistemas; percebemos agora que não foi um bom critério ser igual para todos e que precisavamos ter menos certezas.

Cada vez mais tenho a sensação que as peças já cá estão todas, basta mudar a forma como as vemos. Se aprendermos a pensar em conjunto, mudamos as nossas acções (e.g. formulamos novas Metáforas). Pensar em conjunto significa, saber conversar uns com os outros. Ou seja, temos que aprender (ou reaprender) a conversar, a ter melhores conversas e novas maneiras de conversar (particular estilo de Liderança (Metáfora de Manada)). De ter um novo entendimento sobre a nossa Liberdade.

Sinais

Nas últimas semanas houve um conjunto de eventos que merecem ser referidos e registados. Constituem para mim um sinal de que 'algo' mexe, esta vivo, sente-se e faz-se sentir. Clama, reclama. Responde, estimula. Inquieta, interroga. Inspira.

Exposição comemorativa dos 30 anos do CAM - Sob o Signo de Amadeo. Um Século de Arte, onde cerca de 170 obras do Amadeo são apresentadas

Colóquio Internacional Almada Negreiros, 13 a 15 de Novembro (120 anos sobre o nascimento de Almada)

Congresso Internacional Surrealismo(s) em Portugal, 18 a 22 de Novembro (60 anos sobre a morte do poeta António Maria Lisboa, inaugura a Casa da Liberdade de Mário Cesariny)

"Diálogos sobre o Cinema Português e o Cinema do Mundo" com Joaquim Sapinho e Haden Guest, Gulbenkian e Harvard, desde 22 de Novembro

Congresso Internacional Fernando Pessoa,  28 a 30 de Novembro

São exemplos das últimas semanas. Podemos ir a outros campos, desde o cinema, teatro, dança, fotografia, ...

Com a música, ando espantado, como devem andar espantados todos os que celebram a obra, o empreendimento dos seus pares, pelos festivais de música em todo o pais, semana internacional do piano em Óbidos, semana internacional do saxofone de Palmela, semana internacional do Acordeão de Alcobaça, e por ai fora... E os músicos jazz ? Jovens, com muito talento, a trabalhar pelo Mundo, em rede, produzindo
Um indicador será observar, ao longo dos anos, o número de semanas internacionais, o número festivais de Jazz e de outras músicas a florescer pelo pais, bem como o número de candidatos ao prémio de jovens músicos da Gulbenkian.

Com estes dois 'fluxos' vemos respostas em diferentes tempos (curto, longo). No curto, a resposta, o celebrar do que melhor fizemos, inspirando novo sonho, nova visão de acção. No longo, a diversificação na educação em tornos de novas inteligências (e.g. música, movimento) cria novos talentos e um capital social que se começa a tornar-se visível. Em ambos vemos criatividade.

O 'sistema' responde pela cultura, pela celebração de valores que tem sido intemporais e que tem alimentado o pensamento português ao longo do tempo, essa capacidade de superação individual e colectiva, esse transcender-se, na busca de ser melhor. Exemplo disso é a última obra do Paulo Borges, "É a Hora!".


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Liderança (Metáfora de Manada)

Quando falamos em liderança ocorre uma ou duas ideias de forma sistemática: poder e controlo, tipicamente, ambas sentidas de forma negativa. De facto podemos ter a liderança hierárquica, autocrática, do comando e controlo, mas sinto que é cada vez mais fraca a sua influência. Hoje ouvimos falar de 'servant leadership', 'conversational leadership', 'conceptual leadership', 'resonant leadership', 'integral leadership', 'constructivist leadership',... traduz quer a necessidade, quer a resposta, a experimentação, a emergência.

Imaginem uma manada, uma daquelas manadas que observamos em movimento, por exemplo através da câmara do Yann Arthus-Bertrand. Ao longe percebemos que um vai a frente, que quando ele vira, a manada vira. A manada segue-o. Visto ao longe, parece ser ele o líder, o que vai a frente, o que é seguido, o que sabe como é. Sim, esta poder ser uma das perspectivas da liderança, talvez a que temos mais incutida em nós e que nos faz ter reacções viscerais. Se continuarmos a observar, vemos que entretanto, mudou o elemento da frente e a manada segue este novo elemento. A manada não parou, não fez uma assembleia, simplesmente seguiu um novo elemento. Se continuarmos a observar parece que sempre que muda o da frente acontece o mesmo. É como se todos os elementos estivessem pronto a liderar e assumam esse papel quando necessário. Assim visto de longe.

Vamos aproximar a câmara, para o elemento que vai a frente. Imaginem que esta colocada no seu ângulo de visão. Não tem ninguém a frente, tem aos lados e atrás. Ele desvia-se da pedra, da cobra, salta para terreno mais firme, vira a direita, mantém distância segura dos que vão perto de si e garante que o ritmo não o atropele. Se a câmara mudar para um do meio, ele é seguido pelos detrás, mantém dsitância segura dos do lado, controla a velocidade para não ser atropelado pelos detrás e não atropelar o da frente. Se a câmara for para o último vemos que ele não tem ninguém atrás, mantém a distância em relação aos do lado, segue os da frente e procura garantir que não se distancia, não vá o leão estar por perto. Parece que cada um lidera no seu contexto e de acordo com as suas variáveis.

Imaginem que conseguiamos colocar a câmara de modo a poder saber o que sente, qual a intenção, que pensamentos, ... ? E se a câmara pudesse observar 'a cultura do colectivo', o que estariamos a ver ? Parece que dependendo do ponto de observação temos uma visão diferente do que é liderança. Daqui resulta todos estes rótulos de um campo que esta a experimentar.

Mas a manada é uma metáfora que nos ilumina muitos pontos: é de um sistema vivo, quer os indivíduos, quer o colectivo. A liderança é sentida de forma diferente por cada elemento, mas todos fazem o que tem que fazer no seu contexto e estão preparados para o fazer, sendo que a preparação ganha-se fazendo, agindo. Há um ponto cego na metáfora, este ser vivo terá pouca consciência de si, quer o individuo, quer a manada. O que é humano tem este atributo, pelo que concebe, desenha, tem intenção, age, constroi, o que introduz maior complexidade. Emerge a linguagem e a conversação como instrumento de coordenação.

A manada permite-nos perceber que todos temos que estar prontos para ser lideres nos contexto em que operamos. Que há vários tipos de liderança. Que essa liderança é entre pares, pares na condição de ser humano. Que cada um de nós lidera - queremos que seja cada vez mais consciente essa liderança. Todos temos que responder a pergunta, que e metolologia de espaço aberto nos sugere: 'como pessoa consciente que escolhe realizar a ação, qual a responsabilidade que estou disponível para assumir hoje ?'

Bem poderia chamar-se liderança dos comuns (commons leadership).

Metáfora

O 'Universo' é um 'relógio'. O 'Cérebro' um 'computador'. A 'pessoa' um 'sistema de informação'. Falamos de 'software' para o 'cérebro'. De mudar o 'sistema operativo' da 'pessoa'. De levar a 'máquina' (corpo) ao médico. Falamos em 'acelarar' como se faz a um 'carro', para falar da mudança na nossa vida. São infinitas. Também pensamos nas nossas organizações da mesma forma, i.e., as 'comunidades de pessoas' são 'máquinas'. Tem um aspecto em comum, traçam um paralelo entre algo natural (e.g. pessoa, cérebro, universo) e algo que foi desenhado e construído pela humanidade e que é não natural (e.g. relógio, computador, máquina, carro), sendo um produto da ciência e da tecnologia, i.e., da forma que, para conhecer, separa; da forma que, para conhecer, controla. Traçamos paralelos com as máquinas, porque nos sentimos máquinas: "fazemos parte da engrenagem". A nossa linguagem diz quem somos e como nos vemos. Pensamos em nós e nos outros como máquinas: "vou mudar-te" ou "vou concertar-te". Estas metáforas e analogias foram importantes no tempo da humanidade, em que se morria queimado porque ser era curioso ou se tinha opinião: 'porque' e 'para que' eram perguntas proibidas.

Este foi um processo natural. Que conhecimento dominávamos ? O das nossas 'máquinas'. Que conhecimento desconheciamos ? O da natureza. Construímos metáforas com o que sabiamos para conhecermos a natureza.
A estrutura da metáfora era: 'objecto natural' (desconhecido) - 'objecto artificial' (conhecido).

Nos dias de hoje, conhecemos melhor a natureza. Começamos a entender que nós somos natureza. Que em nós podemos encontrar todo o Universo (pelo menos, há quem diga multiverso ;-). Este conhecimento começa a mostrar a finitude das nossas metáforas, dos 'objectos' e dos 'sujeitos'. Percebemos que as fronteiras do que conhecemos estão sempre a alargar: por cada resposta, formulamos novas perguntas. A linguagem do presente aponta para 'devir', 'processo', 'relação'. Temos que alterar as estrutura das nossas metáforas. Talvez substitui-las por histórias - não foi assim que começamos ? Será que vamos as histórias, cada vez que não temos linguagem para conversar sobre o 'novo', o que emerge, o que quer emergir ?


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"A Vida não Cabe numa Teoria

A vida... e a gente põe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os filósofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós.
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar"

Miguel Torga, in "Diário (1941)"

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Liberdade

Ao contrário do que se possa pensar, 'liberdade', é 'ouvir' e não 'falar' - de que serve 'falar' quando não somos 'ouvidos' ? Ou seja, numa democracia, 'liberdade', é ser 'ouvido', i.e. é saber 'ouvir': cada um a si; cada um ao seu semelhante. Por este critério, a nossa democracia tem muito para progredir. Mas a boa notícia é que só depende de cada um de 'nós, os comuns'.

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"Falar, ouvir

   Tratas as palavras que dizes como se fossem passageiros de primeira classe e tu um empregado servil, e, face às palavras dos outros, comportas-te como se elas fossem o empregado servil e tu o passageiro que viaja em primeira classe."

em
'Gonçalo M. Tavares
enciclopédia 1-2-3, breves notas sobre o medo - Falar, ouvir, pg. 159

Relógio D' Água, 2012'

sábado, 2 de novembro de 2013

"Eu sei como resolver isto!"

Há poucos dias atrás (17.Out), ouvi-me dizer esta frase: "Eu sei como resolver isto!". O "isto" é a situação em que estamos envolvidos em Portugal e no Mundo. Isto, enquanto engraxava os sapatos. "Como ?" perguntaram-me. Ao que respondi:

"1º Assumindo que não sei resolver isto!
2º Certo que nós todos, em conjunto conseguimos resolver isto!"

Desde então tenho reflectido sobre estas duas frases. São na prática dois princípios de uma certa maneira de Ser. Ser no sentido de indivíduo, ser humano. Ser no sentido colectivo, ser sociedade. E configuram dois princípios de um programa político com ponto de partida epistemológico diferente.

- Assumir que não temos conhecimento para lidar com a situação actual.

Cada indivíduo assumir que não tem conhecimento para, sozinho lidar com a situação actual. A sociedade no seu conjunto assumir que não tem conhecimento para lidar com a situação actual. Na prática significa deixar 'morrer' ("letting go") o paradigma do comando e controlo, e a crença racional que o conhecimento já existe, só temos é que o descobrir. E que são as elites (o que quer que isto signifique) que vão descobrir esse conhecimento. Ou seja, a ideia de 'problema'. Talvez o que estejamos a viver não seja bem compreendido com a ideia de 'problema' e com a perspectiva 'problem solving' que tem como premissa que o conhecimento ('solução') existe para resolver o 'problema'. Com este comportamento estamos a gerar resultados colectivos que não desejamos e não estamos a ver como podemos fazer individualmente para alterar o rumo.

Ao 'deixar morrer' criamos espaço para o nascimento do 'novo'. Um novo que visa observar, sem julgamento, de mente e coração aberto, para sentir, com todos os sentidos, o que pede para nascer, que 'novo' terá que nascer para amanhã ser melhor. Um novo que não vê cada decisão como final, antes um protótipo que nos levará a aprender, a descobrir novo conhecimento, a colocar em perspectiva o conhecimento antigo - este novo está bem caracterizado no filme de animação da Dreamworks "Como treinar o teu dragão'.

Convocavamos tecnologias sociais que nos permitem lidar com este processo, como sejam presencing, inquérito apreciativo, design thinking, world café, open space, dragon dreaming, council, dialogo, coaching ontológico, mindfulness e tantas outras.

Ou seja, assumir que não temos conhecimento para lidar com a situação actual, paradoxalmente, é o que permite convocar outro tipo de ferramentas que nos leva a um novo paradigma, ao paradigma que temos que criar no conhecimento para lidar com a situação presente. o Otto Scharmer diz que é a aprendizagem com o futuro que quer nascer como complemento de aprender com base em padrões passados.

- Confiar que cada um de nós (e todos nós), colaborando, vamos conseguir criar novo conhecimento e co-criar novos modelos/ conceitos de sociedade

A colaboração tem na sua base elementos muito importantes como subsistência e a segurança, que não sendo suficientes, são condições necessárias - se luto para sobreviver ou se fujo da guerra como posso colaborar na criação de conhecimento ?

Temos que ter contextos, materiais e imateriais, que suportem esta colaboração e onde se utilizem as tecnologias sociais que referi anteriormente. Volta a ser necessário, mas não suficiente.

Por último as conversas entre as pessoas tem que atingir níveis de profundidade que tolerem o outro, a diferença, a multiplicidade, os diferentes pontos de observação e perspectiva. Cada pessoa fala para ser ouvida e não há conversa se não houver escuta - quem gosta de falar para o boneco ?

A alienação que hoje vivemos da condição humana, escraviza, como todos estamos a sentir e permite que a 'banalidade do mal' se exerça hoje de formas subtis e por cada um de nós, quando deixamos de reflectir sobre a condição que nos escraviza: a nossa alienação da condição humana, a nossa distância ao nosso Ser.

Precisamos de nos escutar a um nível profundo, humano. E para isso temos que estar ligados de forma diferente. Temos que confiar no outro, na sua humanidade, na sua condição de Ser. Tolerância. Perdão. Temos que suportar o crescimento espiritual do outro. Temos que permitir que o outro se cumpra, como refere Agostinho da Silva e com isso cumprir-nos a nós. O Leonardo Boff fala da ética do cuidar. O Dalai Lama da compaixão. O amor de Jesus de Nazaré. Um cuidar de si e do outro - só posso cuidar do outro se cuidar de mim. A compaixão para consigo e para com o outro - só terei compaixão com o outro se a tiver comigo próprio. O amor próprio e ao outro - só poderei amar o outro se me amar, se me aceitar. A confiança na colaboração assenta na condição de cada um de nós poder Ser. E aqui cada um de nós pode agir.


Com estes dois princípios podemos pensar na escola, no hospital, na empresa, na camara, no tribunal, no banco, na esquadra, no quartel, no ministério, ..

Cada instituição começar por assumir que não tem conhecimento ao presente para lidar com a situação. Libertando-se dessa carga, irá criar contexto para juntar 'todo o sistema' em novas conversa, que permitam imaginar futuros e começar a criar prototipos. Para suportar estas conversas, cada pessoa cuidará do seu Ser. E nos confiamos que os nossos concidadãos que estão naquela instituição, que foram socializados para saberem da sua arte (e.g. juízes, advogados, professores, cientistas) tem as competências necessárias para tomar as melhores decisões em nosso nome, pois eles também são cidadãos: são a parte que tem o todo.

E tudo muda, porque muda os conceitos que estamos a lidar. Mudou a linguagem. Mudaram as conversas. Mudou-se o Ser de cada um de nós. Mudou a sociedade.


A este programa político chamaria Nós, os comuns (We, the commons).


 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

a razão das emoções ou a emoção da razão

No passado dia 11 de Outubro estive presente num colóquio na FCSH/UNL com o tema “Morality and Emotion: (Un)conscious Journey to Being”. Parabéns Sara Silva.

Neste colóquio ouvi a palestra do filosofo Vasco Correia e as suas ideias.