quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamento XIX

"The problem is that human organizations are not only living communities but are also social institutions designed for specific purposes and functioning in a specific economic environment. Today that environment is not life-enhancing but is increasingly life-destroying. The more we understand the nature of life and become aware of how alive an organization can be, the more painfully we notice the life-draining nature of our current economic system."

In 'the hidden connections', F. Capra, 2002 (pag. 125 e 126)

Pensamento XVIII

"The experience of the critical instability that leads to emergence [e.g. emergence of novelty or innovation] usually involves strong emotions - fear, confusion, self-doubt, or pain - and may even amount to an existential crisis."
(...)
"Not all experiences of crisis and emergence need to be that extreme, of course [as Proust testimony]. They occur in a wide range of intensities, from small sudden insights to painful and exhilaranting transformations. What tey have in common is a sense of uncertainty and loss of control that is, at the very least, unconfortable. Artists and other creative people know how to embrace this uncertainty and loss of control. Novelists often report how their characters take lives of their own in the process of creation, as the story seems to write itself; and the great Michelangelo gave us the unforgettable image of the sculptor chipping away the excess marble to let the statue emerge."


In 'the hidden connections', F. Capra, 2002, pag. 118 e 119

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pensamento XVII

"The same repertoire that equips you so well to find your way through society paralyzes you in times of crisis." (pag. 248)

"In a time of so many crises in what it means to belong, the task of cohabitation should no longer be simplified too much." (pag. 262)

In "reassembling the social", B. Latour

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O poder do voto de cada um de nós!

No próximo domingo temos a responsabilidade de escolher uma nova assembleia da república de onde surgirá um novo governo para a nação. Gostava de reflectir sobre formas alternativas de ver este importante acto da vida de cada um de nós e fazer emergir novos poderes para o nosso voto.

Começo pelo contexto:
Já aqui tenho escrito que nós, os Portugueses, andamos com uma crise de identidade que entramos na modernidade com o 25 de Abril destroindo capacidades que não temos justiça, que nos falta instrução e atenção as nossas crianças, que enfrentamos uma situação mundial de falta de valores, ...
Temos um regime assente em más regras para a sociedade que temos e com forte pendor de doutrinas ultrapassadas.

As regras:
Até agora, temos seguido as seguintes regras:
a) vamos votar para escolher um partido, uma pessoa, ... ou seja, escolhemos pela positiva, uma escolha que é do mal o menor!
b) vemos a escolha da assembleia da república como a escolha de um governo e não de um conjunto de deputados, independentes e com mandatos próprios
c) olhamos para o presidente como o último refugio, como alguém que pode destituir o governo e o parlamento, mas não vemos alguém com influência e mandato para construir

Alguns factos:
a) os que tinham menos de 10 anos no 25 de abril de 74 são hoje (se não me falha a memória) praticamente 50% do eleitorado, a grande maioria da força de trabalho e do poder de compra, é de onde emergem a novas elites e são os recursos e as capacidades para os próximos 25 anos
b) temos à disposição meios tecnologicos de comunicação e participação como nunca, que podemos usar para mobilizar, influenciar, discutir, construir, ... (veja-se a revolução verde, as manifestações de professores, ...)
c) Prof. Cavaco Silva tem ganho eleições com a geração que tinha menos de 10 anos no 25 de abril de 74
d) Prof. Cavaco Silva quer ser eleito para um segundo mandato

O que proponho é que utilizemos o nosso voto no próximo domingo de maneira completamente nova:

a) Votar para eliminar: não votar em nenhum dos 5 partidos representados na assembleia: CDS, PSD, PS, BE, CDU
b) Votar em novas ideias: votar num dos 10 partidos restantes que traga ideias novas e gente nova - podem votar nas ideias, nas convições, nas pessoas, ...
c) Não votar nulo ou abstenção para mostrar (aos diferentews poderes) que o pais nos interessa e que estamos interessados em participar de forma limpa e com regras bem conhecidas

Com esta nova forma de ver o voto, elegemos uma nova assembleia da república, cheia de tensões, com ideias novas, com pessoas novas, com renovada energia; não saira nenhum cenário estável de governação 'pré-combinada'; antes há que olhar para a assembleia como um conjunto de deputados com independência.

O que fazemos com este novo contexto após as eleições?

Por influência e persuação, vindo para a rua, twittando, usando todo o poder da nossa geração e das tecnologias que temos ao alcance, vamos propor ao nosso Presidente da República que tenha um papel novo - o de construir a nova República Portuguesa (PR)! e a nossa Assembleia da República (AR) o de garantir as condições para a nova República Portuguesa! Como ?

a) Presidente chama os deputados a Belém e convoca-os para a sua responsabilidade

b) PR e AR marcam eleições para daqui a 6 meses

c) PR propoem um governo de gestão para os 6 meses que a AR rectifica

d) AR trabalha numa nova constituição e em novas leis políticas (e.g. partidos e seu financiamento) que refundem a República Portuguesa - assentes em novos valores

e) PR terá que ser o maestro desta orquestra com o objectivo de lançar as bases do novo Portugal

O que é importante perceber neste momento é que o nosso futuro esta nas nossas mãos e que este ou outro cenário depende unicamente de cada um de nós!

Sim, nós podemos!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

@twitter

Tenho refletido mais no twitter - http://twitter.com/marcopabreu
vejo duas vantagens:
- mais expedito
- menos formal

sábado, 4 de abril de 2009

"Guia do Cozido à Portuguesa"

Foi com este título que a Visão de 11.Dez.2008 publicou uma lista muito interessante de 30 locais onde podemos degostar o nosso cozido... lembrei-me hoje de fazer referêcia a este manjar... deve ser desejo; dos que conheço, gostei de:

- Faz Figura (Dom)
- Adega da Tia Matilde (Ter)
- Solar dos Presuntos (Qua)
- Coelho da Rocha (Qui)
- O Orelhas (Qui, Sab e feriados)
- O Polícia (Qui, Sabado)
- O Camponês (todos os dias)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pensamento XVI

"Some basic systems thinking indicates that if we adopt a limited view of organization then the conceptualization of the manager's role will inevitably also be rather threadbare."

in Peter Checkland, Soft Systems Methodology: A Thirty Year Retrospective, pag. S47, John Wiley & Sons, 2000

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Pensamento XV

"Thanks to the material successes of the two industrial revolutions we are a crew [Buckminster Fuller's great phrase,`the crew of Spaceship Earth'] with rising expectations of high living standards. But we are increasingly aware that the wealth-generating machine may not be able to meet those expectations without doing unacceptable damage to Spaceship Earth, which, together with the free supply of energy from our sun, is the only given resource we have.

This triangle - of expectations, wealth generation, and protection of the planet - will have to be managed with great care at many different levels as we enter the 21st century if major disasters are to be avoided. Unfortunately, our current ideas on management are rather primitive and are probably not up to the task. They stem from the technologically oriented thinking of the 1960s, and they now need to be enlarged and enriched."

in Peter Checkland, Soft Systems Methodology: A Thirty Year Retrospective, John Wiley & Sons, 2000

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sobre velhos...

Um amigo enviou-me um texto que reproduzo abaixo. O texto fez-me lembrar uma reflexão que venho fazendo e qu já partilhei com alguns amigos: a necessidade de novos e velhos trabalharem em conjunto.

As razões são várias e de diferente natureza, a saber:
a) Porque os velhos sabem mais e os novos precisam saber mais de coisas tão simples como saber viver, saber ultrapassar os medos, a ilusões, as desiluções, ...

b) Porque a idade de reforma aumentou

c) Porque nascem menos 'novos'

d) Porque não é sustentável substituir conhecimento por inexperiência

e) Porque não é sustentável continuar a precarizar o trabalho jovem (veja-se Paris, Grécia, por exemplo)

f) Porque hoje os velhos são os nossos pais e avós e porque amanhã somos nós!

g) Porque não é humano institucionalizar aqueles que amamos!

Com a campanha do Mário Soares a presidência o tema foi muito falado. Também, sobre os últimos anos do papado de João Paulo II. Mas o tema desapareceu da agenda mediática. A continuada substiuição do 'velho', experiente por 'novo', inexperiente e precário é mais um dos sintomas que o modelo de desenvolvimento chegou ao seu fim. Não é tão mediatico como o colapso do sistema financeiro, mas os seus efeitos serão de fundo e as consequências de gerações.

Este é um dos grandes desafios do tempo presente.


Cortesia do Francisco:

“A propósito da morte de 3 escritores/editores e da metáfora do envelhecimento” por Francisco José Viegas in Ler, Janeiro de 2009

[...] ÀS VEZES ESQUECEMOS UM OU OUTRO NOME, DESSES QUE MUDARAM A NOSSA VIDA SEM O SABERMOS; MUITOS OUTROS FICAM ESCONDIDOS PELA POEIRA QUE ARRASTA CONSIGO O ESQUECIMENTO [...]

“[...] Ter conhecido estes três homens (António Alçada Baptista, Figueiredo de Magalhães, Rogério de Moura) de outro tempo foi uma honra – tomei deles coisas subtis sem dar por isso: a tolerância, o amor pelos livros, o respeito pelo passado, uma certa ideia de vida. Cada um à sua maneira, porque eram homens de gerações, ideias e origens diferentes.

Tem a ver com os velhos, acho eu. Em Portugal, as televisões mudam os apresentadores dos telejornais mal lhes notam as rugas. Há uns institutos que se ocupam da juventude (aqueles anúncios de TV, lembram-se?, com «jovens que gostam de moda, espectáculos» e falam com uma linguagem que abrevia as sílabas e elimina os ditongos). E aquele permanente elogio da «juventude», como se a «juventude» não fosse senão um estádio no crescimento das pessoas: saúde, bem-estar físico, apetite, mobilidade, corpos moldados segundo as regras. Nestas ocasiões lembro os «velhos» e as suas aventuras, os seus silêncios, a sua memória. O país combate as rugas sem as ter valorizado ou compreendido. Eu gosto de velhos. Tenho medo da sua sabedoria – porque é imensa, desafiadora- e aprecio-a. Acho que é um bem indiscutível. As sociedades acidentais esquecem os seus velhos, endeusam a «juventude», que é um estado ligeiramente flutuante e representa um mercado fabuloso, fácil e vulnerável. Mas a verdade é que este Ocidente despreza os velhos, abandona-os [...] . A falta de idade permite ao «jovens» dar pulos, erros ortográficos e passar noites em branco. Mas impede-os de apreciar outras coisas (a categoria mais próxima da «juventude» é a dos velhos gaiteiros: esses não farão nem uma coisa nem outra, morrerão de stresse) que só virão com o tempo. Prezar os velhos, é também prezar o tempo num mundo em que as novas gerações tiveram tudo prometido: um lugar no topo das coisas, a visão dos «vencedores», a fortuna, os caminhos abertos antes de chegarem, e o pavor dos desaires a que não conseguem resistir.

Em Dezembro passado – veio nos jornais- aumentou o número de velhos abandonados nos hospitais, entregues pelas suas famílias, acompanhados de números de telefone falsos para que ninguém fosse incomodado com um pedido, uma notícia, uma exigência. Um mundo sem disponibilidade para os velhos, sem generosidade nem compaixão, fria e sem paciência – e com vergonha dos seus velhos que incomodam e relembram que todos morremos e envelhecemos [...].

Diniz


Na manhã de 5a feira, 15.Jan, foi pôr o Afonso escola. De seguida fui para o Hospital, de Metro, após ter deixo o carro na garagem da empresa. Pensava que sabia quais seriam as emoções do dia, mas não... a chuva que apanhei à saída do Metro era apenas um preságio das lágrimas de alegria com que acabaria o dia. Pelas 22h00 entrava na sala de partos com uma bata e uma mascara na cara, mesmo a tempo de ver o Diniz nascer, o nosso segundo filho - infelizmente não foi possível assistir ao Afonso, o nosso primeiro, hoje com 32 meses. Tinha 48 cm e 3,2 Kg. Com a mamã correu tudo muito bem. O Afonso foi conhece-lo na 6a feira pelas 19h. Deu ao irmão o elefante que tinha comprado com o pai uma semana antes, e ficou muito surpreendido e contente com a máquina fotografica que o irmão lhe ofereceu, como ele diz, "o meu mamo é que deu". O Afonso foi de férias com os avós e tem tirado muitas fotografias. O Diniz está óptimo, hoje com 9 dias. O pai ainda a recuperar das emoções.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Cheira a Guerra (WWIII ?)

No dia em que a Rússia cortou o gás a Europa, só tomei conhecimento da notícia ao final do dia quando regressava pra casa. Ao ouvi-la, pensei para comigo "cheira a guerra"!

No fim de semana anterior tinha ouvido uma entrevista no 60 minutos do Ministro do Petróleo da Arábia Saudita a dizer que tudo fariam para manter a economia do petróleo. Da Rússia nunca se houve nada, mas eles fazem e, pela 2a vez, após acordos e promessas que não voltavam a fazer!
Israel-Palestina!
A malta (população do mundo!) não tem dinheiro para comer (mesmo a que tem emprego - veja-se o que se está a passar no EUA) e está a ficar sem o emprego!
Os que investem perderam o suficiente para não voltar a investir tão cedo!
Atenas deu continuidade a um caminho que Paris já tinha mostrado alguns meses antes!
O modelo civilizacional está em crise: economia, finança, ambiente, clima, ...

Ar, Terra, Água e Energia (fogo!) voltam a emergir como os elementos fundamentais de uma equação difícil!

Há poucas saídas!

Portugal.

Em Agosto escrevi aqui que a intervenção do PR não era 'local' ao estatuto dos Açores mas tinha outros destinatários e outras ideias.

No Sábado passado o Expresso tinha na sua capa um artigo "Madeira quer federalismo" e no seu interior um grande destaque no tema.
Esta semana o Presidente do Governo Regional do Açores deu uma entrevista de 'ataque' ao PR, digo a República, por via do PR.

Julgo que a preocupação do Presidente em Agosto começa a ficar mais clara!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz Olhar Novo

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.

O ano que vai entrar não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria!

E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3, a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade as coisas ficam diferentes.

Desejo para você esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!

Feliz olhar novo! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

Por Carlos Drumonnd de Andrade.
(Cortesia da Cristiane Sobral)