domingo, 13 de janeiro de 2008

Aeroporto

(não sei se novo!? talvez já seja velho!)

Os últimos 20 anos deste processo (e talvez as décadas anteriores) não me cheiram bem...
Dá a ideia que se quer fazer um aeroporto à pressa mas nada se faz. Ou seja, na verdade o que fica demostrado é que ninguém queria mesmo fazer o aeroporto.

Com a decisão (preliminar!?) de Alcochete, este objectivo fica mais uma vez conseguido. E cada anúncio alimenta a especulação e (quiça) alguns possam fazer algumas mais valias em poucos dias...

A discussão tem estado centrada em alternativas à Portela... acho que o ponto de partida deveria ser diferente... sem excluir alternativas (ou complementos) à Portela.

Neste contexto, há uma pergunta que ainda não tem resposta satisfatória:
- Quais são as verdadeiras potencialidades dos terrenos da Portela, no que à infra-estrutura aeroportuária diz respeito, e o que se pode fazer para que a Portela tenha apenas a componente de aeroporto (e.g. sem força aérea, manutenção) ?
João Soares, antigo presidente da CM-Lisboa, tem dado a cara por está alternativa.

Uma certeza existe: o método e as motivações seguidas (e.g. UE não ia gostar de uma alternativa na margem sul do Tejo!?) não são os mais recomendados para um investimento desta dimensão, com está importância para o país e que delega responsabilidades nas gerações futuras (leia-se dívidas!) - aqui, não é um partido que está em causa; é uma geração de políticos!

A origem é a mesma: uma sociedade que tem funcionado nos últimos 30 anos em 'single loop' (no sentido de Argyris) e em que as estratégias são defensivas -não há visão do país para além do mandato de cada pessoa ("eu não sei se vou estar aqui daqui a 3 anos, por isso..." é das frases que mais se houve, infelizmente, nas reuniões com as pessoas que estão a gerir o país - e nos privados não é diferente!)

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